domingo, 5 de julho de 2015

Dias de Graça Bistrô Bar - Mais um reduto romântico em BH saindo da rota do óbvio

Foto de Divulgação
Enquanto vocês aguardam a continuação do meu final de semana em Curitiba, trago quentinha, quentinha uma dica de lugar romântico aqui para Belo Horizonte, e já adianto que ela é pra lá de especial! Nessas minhas novas andanças em busca de novidades românticas aqui em BH, acabei indo parar no bairro onde vivi minha vida inteira: o Caiçara. Já falei aqui do Pedacinhos do Céu, do meu amigo Ausier Vinícius, rei do chorinho, que também é lá. No entanto fiquei super orgulhosa de saber que o bairro onde cresci está tendo lugares especiais e românticos de primeira linha, com direito a premiação da revista Veja e tudo mais. Já sabem de onde estou falando? Não? Então anotem com muita atenção a dica: O lugar desta semana é o Dias de Graças Bistrô Bar.

Ele fica numa ruazinha calma, pequenininha, sem muito movimento. Foi aberto no ano passado e já se tornou um super point romântico na cidade saindo da rota do óbvio. Pelas suas características pode-se dizer que ele nasceu exatamente pra isso. Tanto é que a Veja BH acabou premiando o local como simplesmente o melhor bar para se frequentar a dois em Belo Horizonte na edição Comer e Beber de 2014.

Foto de Divulgação
Mas vamos ao que interessa. O Dias de Graças está em uma casa antiga, dessas que encontramos pra todo lado no Caiçara, mas ela foi toda decorada com base em um misto de tendências que vão dos arabescos presentes dos lustres e portas, passam pelo barroco dos temas dos papéis de parede, e culminam em toques de pop art, no charme de objetos antigos em exposição e um "cadinho" de mineiridade. Não poderiam faltar na decoração também as velas e os delicados arranjos florais nas mesinhas. Os ambientes da casa são distintos e extremamente aconchegantes. Eles ajudam a conferir um ar de exclusividade para a experiência a ser vivida no local.

Foto de Divulgação
No alpendre da casa, algumas mesas, com destaque para a mesinha baixa e o sofazinho, ambiente extremamente agradável para se ficar a dois ou entre amigos. Quando entramos na casa, a primeira sala: Papel de parede, lustres pendentes, iluminação a meia luz. Temos dali acesso a mais três ambientes, todos decorados com esmero. 

Foto Nicole
Onde seria a copa, uma mesa coletiva com um painel, atrás, cheio de cartazes de filmes. Logo depois um bar onde são preparados excelentes drinks que fazem parte de uma carta especial que eles tem. No banheiro feminino, a imagem de Marilyn Monroe, no masculino James Dean.

Foto: Divulgação
A casa tem um cardápio elaborado com muito cuidado, que mudou agora em 2015, e traz excelentes opções de entradinhas como caldinhos, que são deliciosos nesse frio e pastéis gourmet. Como pratos principais os destaques vão para Trifolati da chef: lombinho ao molho de laranja e mel acompanhado de cogumelos paris e funghi na manteiga queimada e o Bacalhau Grelhado: Postas de bacalhau grelhado com tomatinhos cereja servido com purê de banana da terra (de comer de joelhos!!) A carta de vinhos é bem variada e traz excelentes rótulos tanto nacionais quanto internacionais a preços honestos. Para quem não vai de vinho, eles tem no cardápio boas opções de cervejas especiais além é claro, da carta de drinks.

Foto: Divulgação
Minha experiência no Dias de Graça foi deliciosa. Lá ao longo desse ano já foi palco de muitos pedidos de namoro, casamento e comemorações a dois. Aconselho fortemente fazer a reserva antes, principalmente se sua intenção for surpreender a cara-metade. Com antecedência você pode pedir para o pessoal colocar pétalas de rosas na mesa. A casa abre de quarta a sábado a partir das 19h até o último cliente. Experimentem lá e me contem aqui como foi!

Até a próxima!

Serviço:

Dias De Graça Bistrô Bar $$

Endereço: Rua Expedicionário Hereny da Costa, 211 bairro Caiçaras - BH - MG 

Reservas 31- 3568-0278

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um fim de semana oásis em Curitiba - Parte 1: O Jardim Botânico

Foto: Nicole Delucca Linhares
Vocês devem achar que sou maluca, não é mesmo? Essa doida faz um post, some, depois de um longo inverno volta. Mas já explico o motivo: para um lugar ser romântico precisamos ir conhecê-lo na vibe de sentir. Vou a muitos lugares com muita frequência, vários deles com um potencial de post absurdo, mas e cadê aquele comichão que dá quando sentimos o lugar para querer escrever sobre ele? Pois é... me pergunto quando é que estarei de fato curada dessa doença de esquecer como se sente o mundo. Em todo caso, acho que um começo está nascendo aqui e agora!

Tirei um fim de semana só para mim há duas semanas e resolvi dar um pulinho em Curitiba, no Paraná. Sai de BH em pleno dia dos namorados (pois é, nem teve post pra galera de BH esse ano, mas vou me redimir, prometo!) e cheguei lá na própria sexta-feira de noite. Fazia um frio danado. Curitiba chovia horrores! Fui pra casa de um amigo dar umas risadas, colocar a costura em dia e deixei para o dia seguinte o início da minha exploração da cidade. Fiz meu check in no hotel no sábado por volta das 10h da manhã. Deixei minhas coisas lá e fui seguir os conselhos dos locais: ande à pé.

Tomei um banho, troquei de roupa, coloquei um sapato confortável, peguei minha câmera fotográfica e sai. Pedi direções ao pessoal do hotel sobre para que lado eu deveria ir. Me aconselharam comprar um tiquet da jardineira de turismo e ir parando onde eu quisesse. O ponto inicial era na Praça Tiradentes, há uns 5 quarteirões do hotel onde fiquei. Então perguntei: a caminhada é tranquila? (já que eu estava com minha câmera, etc e tal...) ao que o pessoal respondeu: fique tranquila, só não dê bobeira à noite! Foi o que fiz.

Dia 13 de junho é dia de Santo Antônio, logo de cara me deparei com uma igreja lotada de gente que buscava o famoso bolo de Santo Antônio para ver se desencalhava naquele ano! A fila estava imensa, nem deu vontade de entrar e enfrenta-la. Eu ainda tinha alguns quarteirões pela frente então precisava prosseguir. Cheguei finalmente à Praça Tiradentes e aguardei a jardineira chegar. A dica é realmente preciosa, pessoal, com R$35,00 por pessoa vocês compram seu passe e tem direito a 5 reembarques. Peguei o guia da cidade que eles nos entregam lá e pensei: para onde vou primeiro? Então não tive dúvidas: vou parar no Jardim Botânico! Miraculosamente o dia estava o oposto do anterior, fazia sol e até calor. Eu faria boas fotos ali.


Foto: Nicole Delucca Linhares
Cheguei ao Jardim Botânico, e como era de se esperar para um sábado ensolarado, ele estava bem cheio. Gostei muito de ver como os espaços verdes em Curitiba são bem cuidados e como a população efetivamente usufrui deles. Eu já tinha ido à Curitiba e ao Jardim Botânico há alguns anos, entretanto desta vez resolvi fazê-lo com mais calma, só do meu jeito, olhando as coisas que realmente me interessavam. Eu estava decidida a sentir o lugar, e de fato o senti. A estrutura da estufa é o que mais chama a atenção quando se chega, mas confesso que fiquei muito pouco tempo lá dentro. O que mais me encantou ali foi a possibilidade de sentar na grama, ler um livro despreocupada, olhar para o lago, respirar... enfim... curtir um solzinho em boa companhia. Sou pessoa cuja alma pulsa por liberdade, espaços públicos assim me encantam acima do normal.

Foto: Nicole Delucca Linhares
Fiquei sem saber por onde começar a fotografar. A estufa estava lotada de gente. Comecei a praguejar contra todos os que estavam ali atrapalhando minhas fotos, foi quando então respirei fundo e pensei: melhor mudar o paradigma! Tinha outro fotógrafo lá que senti que padecia da mesma impaciência que eu. Por um minuto cruzamos olhares de compreensão e começamos a rir daquilo tudo: “Pode fazer a sua foto?”, ele me disse, ao que eu respondi após meu click: “tranquilo, agora você pode fazer a sua, rssss” e sai da reta das lentes do cidadão. Muito simpático, mas nem me ocorreu de perguntar-lhe o nome. Cruzamo-nos várias vezes por aquele lugar, dando licença um para o outro, buscando os melhores enquadramentos e compreendendo tacitamente as necessidades que cada um de nós tinha de tentar registrar aquele lugar, que apesar de lotado, tinha a sua magia.

Foto: Nicole Delucca Linhares
De repente, sentada ali num morrinho, contemplando os jardins meio labirínticos do Jardim Botânico, vejo dois anjos sendo fotografados. Olho para trás, e vejo várias pessoas levantando plaquinhas com letras. Quando olhei bem do que se tratava, estava escrito: “quer casar comigo?” De longe vejo um rapaz puxando a moça pelo braço, e ela dizendo: “Olha, que lindo! Alguém será pedido em casamento!”, Ela ainda não havia reparado no olhar de quem estava ao lado dela. De repente ele se ajoelhou e fez o pedido. “Típica ação de coragem que só se deve realizar estando certo do sim”, pensei. Mas um segundo depois me repreendi: “que falta de romantismo você, Nicole”! A menina estava chorando, até sem voz para responder. O rapaz acertou em cheio, e os amigos do casal também.

Foto: Nicole Delucca Linhares
Percorrendo outros cantos do Jardim Botânico, percebi que casais que buscam mais tranquilidade se afastam da região da estufa. É o que eu faria, se estivesse buscando sossego para curtir alguém ao meu lado. Não ligaria de dividir o meu espaço com aquele monte de pássaros que ficam pra lá e pra cá o tempo todo, voando, caminhando e ciscando a grama. Eu sentei ali e fiquei observando o movimento. De repente enquadrei bem uma foto e êis que achei um casal ali, exatamente do jeito que eu imaginava que um casal deveria estar naquele lugar. Não resisti! Acho que nem perceberam quando fiz aquela foto. Eu não estava mostrando somente eles, mas sim o conjunto de tudo: o lago, os pássaros, a cidade ao fundo, o sol, a grama e o casal.


Foto: Nicole Delucca Linhares
Fiquei feliz da vida naquele início de passeio. Percebi que depois de muito tempo minha alma ainda pulsava dentro de mim, que bastava um pouco de introspecção, solidão e suspiros para que eu entrasse novamente naquela atmosfera que me era tão natural desde meus tempos de adolescente, quando eu me perdia em meus pensamentos e meu coração me fazia alçar voos quase intermináveis que só chegavam ao fim no momento em que eu despejava numa folha de papel todo aquele turbilhão de sentimentos que explodiam em mim. Eu já estava com saudades de mim. E ainda em tempo: sim, Curitiba é uma cidade magicamente romântica, e o Jardim Botânico foi só o início de uma descoberta que durou um final de semana. Prontos para a próxima? 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O lugar mais romântico de Belo Horizonte

Essa semana, embalados pelas comemorações dos 117 anos de BH, me perguntaram: Nicole, qual é o lugar mais romântico de Belo Horizonte? Respirei fundo. É que é difícil assim de bate pronto dar uma resposta que seja absoluta. Esse ranking é de uma subjetividade ímpar e depende muito, mas muito mesmo, do estado de espírito de cada um. A capital mineira é uma cidade linda. Claro, isso também é subjetivo, mas desconfio que as pessoas que dizem o contrário, não aprenderam ainda a abrir os olhos para ver a riqueza do que temos aqui em terras mineirinhas.

Os redutos românticos de Belo Horizonte não são somente os seus inúmeros bares, restaurantes e hotéis. Não. Basta dar uma volta pela cidade que vemos que BH está cheia de encantos de transbordar o coração. Ao lado de pichações, encontramos grafites e artes pelos muros. Às vezes uma luminária diferente na rua, ou uma casinha antiga bem conservada, já garantem o charme do local por onde passamos. Seja bar, seja pub, seja espaço cultural, BH tem sido uma cidade cada vez mais acolhedora para aqueles que querem explorá-la e saboreá-la vagarosamente.

Segunda-feira mesmo, eu estava indo a uma reunião na Igreja São José, na Avenida Afonso Pena, quando reparei ali pertinho da Rua São Paulo as luminárias antigas da cidade acesas. Um charme! E quem diria? Centrão da cidade. E a Praça Sete? Bastou eu abrir os olhos e me esquecer de que aquilo ali é o centro de Belo Horizonte, cheio de ambulantes e gente passando por todos os lados, quase atropelando os carros, que eu enxerguei o que existe ali de verdade. Prédios antigos precisando de revitalização, árvores no canteiro central decoradas para o Natal, construções revitalizadas. A mistura do velho e do novo. Pois é, gente, o Centrão de Beagá me fez dar aqueeeeeeela suspirada!

Seguramente ali já o foi um lugar romântico no passado, palco de passeios de casais que cruzavam aquelas ruas de mãos dadas. Isso, numa época em que o programa do final de semana era passear na Galeria Ouvidor, então o primeiro e único shopping de Belo Horizonte.

Querem ver outro exemplo de romantismo inusitado bem tipicamente belo-horizontino? A boemia de BH tem um charme imenso, e me sinto em casa, por exemplo, nos botecos do velho bairro Santa Tereza. E é aquela coisa: quem aqui de BH que atire a primeira pedra se não confessar agora que nas madrugadas intermináveis de baladas, invariavelmente no final da noite, ou início do outro dia, não ia parar no bom e velho Bolão para comer um rochedão vendo o sol nascer? Quem nunca deu uns beijos na boca sentados ali na praça de Santa Tereza naquela mocinha ou mocinho que conheceram na balada e depois, ébrios, foram parar ali, no coração da boemia de BH? Muitos hão de dizer que não há nada de romântico nisso. Ahhhh mas eu digo e repito: isso tem tudo de romântico, mesmo que seja só por uma noite!

Belo Horizonte é uma cidade que me tira suspiros até mesmo quando estou presa em engarrafamentos. Pois imaginem só que certa vez fotografei um pôr-do-sol maravilhoso engarrafada na Avenida Raja Gabaglia! Culpa das subidas e descidas intermináveis daqui. Acaba que quando ficamos presos no trânsito, dependendo de onde estamos, nos acalmamos vendo a lindíssima e judiadíssima Serra do Curral.

Mas voltado aos lugares românticos de BH, quem nunca quis impressionar a namorada indo com ela num fim de tarde para o Mirante do Mangabeiras comer pipoca e ver o pôr-do-sol? (pois é gente, agora não dá mais pra pensar “naquilo” lá em cima, porque depois da reforma do mirante não se entra lá de carro). Se não quiseram chegar até o Mirante, certamente pararam na Praça do Papa e ficaram lá, abraçadinhos, se protegendo do frio que faz ali? (mesmo em dias quentes, lá sempre tem uma brisa).

E se não foram curtir pôr-do-sol na montanha, provavelmente foram tomar milk-shake no Xodó e dar umas voltas pela Praça da Liberdade, e quiçá tiveram a sorte de encontrar algum músico lá pelo coreto fazendo um show inédito e gratuito? (Skank e Jota Quest vivem fazendo umas dessas!)

Beagá é cheia de refúgios, lugarzinhos escondidos, barzinhos exclusivos, pracinhas aconchegantes. É que a cidade traduz em sua arquitetura, mesmo com seu crescimento desenfreado, essa característica “mineira de ser” de acolher: é como se a cidade levasse a gente pra cozinha de casa pra tomar um cafezinho com pão de queijo. Amor em Minas é assim também, gostoso, aconchegante, tem cheiro de vegetação de montanha, e é quente como o pôr-do-sol visto lá de seus topos (mas se não quiserem chegar lá, serve ir ao Topo do Mundo mesmo. O restaurante é delicioso e o pôr-do-sol de lá também!).

Eu vejo romantismo na Belo Horizonte de cervejinhas com jiló frito no Mercado Central; nas manhãs de domingo no Parque Municipal assistindo às apresentações gratuitas de música realizadas pela Orquestra Sinfônica do Palácio das Artes, nas caminhadinhas pela Feira da Afonso Pena para comer quitutes nas barraquinhas. Eu vejo romantismo nos passeios na Lagoa da Pampulha, com direito a parada no Parque Guanabara para comer algodão doce e andar de carrinho tromba-tromba e de roda gigante. Eu vejo romantismo nas árvores de BH (que não são poucas, e algumas até frutíferas). A mistura do velho com o novo, do planejado com o desenfreado. Da afobação do centro com o ar fresco da montanha... Tudo isso faz de Beagá um lugar único, e na minha humilde experiência, um dos lugares mais deliciosos onde já estive para se apaixonar por alguém. Vai tentar resistir? Desafio você a conseguir!

Até a próxima!