E já que está calor, vamos tomar sorvete!


Este mês entramos oficialmente no verão e Belo Horizonte tem sido um misto de calor e chuva que só quem já vivenciou os inúmeros fins de ano de intempéries climáticas na capital mineira sabe do que estou falando. Não adianta sair de casa agasalhado, porque você vai morrer de calor. Mas não se esqueça do guarda-chuva, porque do contrário você vai se molhar. E tome muito cuidado, porque se o calor tiver sido demais, vai cair granizo com certeza!

Pois é! Essa é a dinâmica normal do clima de BH nos últimos meses do ano, e como em BH não tem mar, tem é montanha, a gente não tem como se refrescar na praia no fim do dia. Talvez seja por isso que por aqui encontramos tantas opções deliciosas de sorveterias que acabam sendo o nosso alento nesses dias de calor acima da média.

Eu poderia falar de todas as minhas favoritas aqui neste post, mas querem saber de uma coisa? Eu gosto de degustar sorvete devagarinho, então, da mesma forma, vou fazer aqui com as minhas sorveterias preferidas. Um post de cada vez, uma sorveteria de cada vez, um sabor de cada vez...

Vou começar essa peregrinação por uma sorveteria que não é só sorveteria. Eles são na verdade: Gelateria, Caffeteria, Dolcetteria, Spuntineria, Panineria além de terem um cardápio todo especial para a criançada! Já sabem de onde estou falando? Sim! Ela fica lá no bairro de Lourdes, na rua São Paulo. Pois é! Acertou quem disse a Alessa!

Mas voltando àquele monte de coisas que eu disse que ela é, ai você me pergunta: o que é isso tudo? Vamos lá: A Alessa alia uma expertise absurda em sorvete, pois eles tem um mestre sorveteiro italiano da gema que comanda a fabricação das mais de 300 receitas que envolvem a iguaria; à uma cafeteria deliciosa e à uma doceria extremamente requintada. Além disso, eles são uma Spuntineria, que vem da palavra italiana Spuntino, que seria um lanchinho. Nesse setor do cardápio eles tem alguns itens salgados deliciosos, como quiches, crepes, pães de queijo, carpaccios e coisinhas afins. A panineria fica por conta dos Panini, que novamente do italiano, significa sanduiches. Eles lá na Alessa são acompanhados por sucos, refrigerantes, cervejas ou até mesmo uma taça de champanhe bem geladinha (que nesse calor não é má ideia!)

E por que escolhi a Alessa para começar essa peregrinação e por que lá é um lugar romântico? Bom, a primeira vez que entrei naquele local fiquei maravilhada. Primeiro porque o ar condicionado estava delicioso, em contraposição ao calor que eu estava sentindo lá fora. Em segundo lugar, o pé direito alto de parte da loja chama a atenção logo de cara. Aquela noção de amplitude é realmente genial. A decoração tem uma pegada contemporânea extremamente sofisticada e ao mesmo tempo despojada. Não tem nada em excesso, as cores são neutras e o projeto de iluminação de lá é o que dá o charme. A gente se sente muito à vontade com aquelas mesinhas baixas com poltronas e pufes branquinhos em volta. O clima de lá é um lounge bem charmoso.

Em outra ocasião voltei lá mais de noite, e foi ai que constatei do que aquele projeto de iluminação realmente é capaz. O lugar virou outro e confesso que fiquei realmente apaixonada por aquele clima. O mais interessante: eu não estava ali para comer um prato ou beber um vinho tinto com a minha cara-metade. Eu estava ali com amigos para tomar sorvete, mas o tempo inteiro eu sentia que se eu tivesse que escolher um lugar diferente para um encontro, que eu não titubearia em ir até lá.

A gente fica com essa ideia de infantilização do sorvete, não é verdade? Mas acontece que lá na Alessa a gente entende a pontadinha de sensualidade que a iguaria pode ter. Quando pegamos o cardápio de pratos baseados em sorvetes, vemos que ele está dividido entre Tradicionais, Clássicos, Ousados, Eternos e Tortas Geladas. Nos tradicionais encontramos aquelas receitinhas clássicas, de Sunday, Milk-shakes, Banana Splits. Já nos clássicos, eles buscam em ingredientes quase que unanimemente amados, como a Nutella e o Ovomaltine a inspiração para sundaes, crepes e waffles. No segmento Eternos, a Alessa traz delícias como crepes, petits gateaus dentre outras delícias. As tortas geladas feitas à base de sorvete são um convite para os glutões de plantão.

Agora é quando caímos nos Ousados que fiquei com a curiosidade mais instigada. O sorvete estava o tempo inteiro ali, mas a mistura com bebidas como o Cointreau, ou ainda combinações com sorvete de canela, como foi o Banana Fiamma, que eu experimentei no dia: banana flamada ao caramelo de limão e sorvete de canela - são detalhes que dão um tom completamente distinto à experiência do sorvete.

É preciso que seja dito: são pratos que aguçam os sentidos e disparam a imaginação. Saem do óbvio, e eu particularmente gosto muito disso. Uma vez, em uma reportagem sobre gastronomia iraniana, a minha entrevistada falou comigo sobre a canela e o tanto que ela é um ingrediente potente, quente. Pois é, para mim encontra-la em um sorvete foi absolutamente inusitado e delicioso, porque canela e banana sempre casam muito bem.

Mas ai vocês me perguntam: e os sorvetes? Dá para ir lá só para experimentar uma casquinha? Claro que sim. O risco é de você não querer somente uma casquinha. Existe lá uma variedade com mais de 40 sabores de sorvetes. Eles são fabricados seguindo os mais rigorosos critérios artesanais do bom e velho Gelato Italiano. São feitos com frutas à base de água e à base de cremes, chocolates, cremes e doces de leite. Confesso que gostei muito do sorbet de mixiriquinha, pois gosto de um sabor mais cítrico. Nos sorvetes da Alessa a gente sente realmente o sabor da fruta. Existem alguns sabores que são clássicos e outros que são sazonais. Vale a pena dar uma atualizada no cardápio quando se chega lá para ficar por dentro de qualquer novidade.

Ai vocês me fazem a pergunta de um milhão de dólares: Nicole, a Alessa é muito cara? O que eu posso responder a vocês? A Alessa vale a experiência que se vive lá. Um casal, dependendo do que consumir, poderá deixar ali algo em torno de R$100,00. Mas isso tendo consumido bebida, pratos a base de sorvete. Se não me falha a memória, 1 bola de sorvete no copinho girava em torno de R$11,00, duas bolas R$19,00 e três bolas R$26,00. Não, pessoal, nem se atrevam a comparar essas casquinhas aqui com aquelas que a gente compra no shopping e só tem dois sabores para escolher. Isso aqui que eu descrevi para vocês até agora nada mais é do que o sorvete elevado ao estado da arte. Então, é bom que vocês cheguem lá preparados para viver a experiência sem medo de serem felizes!

Apareçam lá e depois me contem como foi!

Até a próxima!

Serviço:

Endereço: Rua São Paulo, 2112, Lourdes,
Telefone: 31- 3292-2588.
Funcionamento: Domingo a Quinta das 13h à 0h Sexta e Sábado das 13h às 2h.

Lugares Românticos à prova da crise em BH – Cupom no Topo do Mundo...


Essa semana dei uma passada na Benedito, a cafeteria onde sempre compro lanches ali no Vila da Serra, quando a Luiza, a dona de lá, me chamou e disse que havia apresentado o meu blog para uma pessoa que estava buscando um lugar para levar a namorada. Fiquei super feliz, sinal de que o blog é bacana, né. Mas ai a Luiza continuou falando: “o problema, Nicole, é que ele estava buscando um lugar para gastar no máximo R$150,00”!!!

Quando a Luiza falou isso dei aquele suspiro de resignação. É que em BH a conta de um restaurante sem ser dos mais famosos e caros, mas que tenha uma boa comida, clima romântico e ainda onde se possa beber um bom vinho, de fato não sai a menos de R$250,00. Parece muito, não é mesmo, mas vejam só: você vai a um restaurante, pede uma entradinha para duas pessoas. Isso vai custar em média uns R$25,00. Soma-se a isso uma garrafa de um vinho bom que custará em média R$100,00. Junto do vinho vem também ao menos umas 2 garrafinhas de água mineral a mais ou menos R$3,00 cada. Então vem os pratos. Cada um custando em média R$50,00. Sobremesa, custando em média R$20,00 cada uma. Quanto deu o total ai? 25 + 100 + 3 + 3 + 50 + 50 + 20 + 20 = R$271,00. Não vou nem considerar o cafezinho do final! A esse valor soma-se ainda os 10% da taxa de serviço. Nessa conta arredondada então chegamos aos R$298,00. Ai você me diz: ok, vamos escolher um vinho mais barato, não vamos pedir a entrada, corta também a sobremesa, escolheremos um prato mais barato. Sim gente, tem tudo isso. Mas acontece que ai aquele clima gostoso, romântico, acaba sendo tomado por uma preocupação que ao menos a meu ver não deveria estar sentada à mesa junto a um casal apaixonado, não é verdade?

Em tempos de crise, achei pertinente a sugestão que a Luiza me deu. Assim como esse amigo dela, existem muitas pessoas que estão rodando pratinhos por ai em busca de soluções mais em conta para surpreender aquela pessoa especial. Então, vamos lá. Proponho que juntos a gente drible a crise e busque soluções com criatividade, tentando manter na essência aquilo que de fato importa: a experiência vivida junto à pessoa que se ama. Pensando nisso, vou criar hoje uma nova marcação aqui no blog chamada Romântico, Bom e Barato. Para dar dicas de como driblar a crise, vou começar a fazer neste post uma seleção bem bacana entre promoções de sites de compras coletivas e afins que poderão ser opções bem legais para vocês economizarem e terem a oportunidade de irem a lugares românticos e charmosos.

Antes de falar das promoções em si, quero levantar algumas questões importantes para que ao utilizarem um cupom aquela noite que prometia ser maravilhosa não se torne um pesadelo. Vocês sabem que a rapadura é doce, mas não é mole, certo? O que eu quero dizer com isso? Quero dizer que sim, os preços são bem mais em conta, e justamente por isso as promoções de sites como esses estão sujeitas a regras bem específicas. É extremamente importante ler todas as regras da promoção, levar em consideração os dias em que o cupom poderá ser usado, a necessidade de se fazer reserva, ver as restrições no cardápio para a promoção. É importante também checar se a bebida está inclusa (na maioria das vezes não está) e se existe couvert artístico a ser pago no local. Ah tem outra coisa que pode ser que aconteça: no próprio site do Peixe Urbano, por exemplo, está escrito nas promoções que os 10% de serviço opcionais poderão ser cobrados em cima do valor da promoção ou em cima do valor original do prato consumido, que isso fica a critério de cada restaurante. Portanto, atentos!

Dito isso, vou listar aqui no blog ao longo dos posts algumas das promoções que encontrei nesses sites que poderão ser boas dicas para vocês em restaurantes que eu conheço e indico. Fiquem atentos para a validade dos cupons, hem! Não vão tentar utilizá-los fora das datas e horários estipulados!

A minha primeira indicação vai aqui para um lugar que para mim é pra lá de especial: o Restaurante Topo do Mundo! Este é um dos meus restaurantes preferidos fora de Belo Horizonte. Ele fica, para ser bem precisa, a 30km de BH em um lugar muito romântico, a uma altitude de 1.500m, bem na Serra da Moeda. Gosto muito de indicar lá no finzinho da tarde porque o pôr-do-sol visto dali é absolutamente estonteante. Há quem diga que este é o pôr-do-sol mais lindo das redondezas. Lá do alto a gente vê o pessoal praticando voo livre e outras tantas pessoas simplesmente sentadas na beira da montanha admirando a paisagem. De um lado vemos a Lagoa dos Ingleses, que se estiver um tempo aberto vai estar cheia de gente praticando esportes náuticos, e do outro lado aquele mar de montanhas do Vale do Paraopeba. Como já dizia Rubem Alves nas sábias palavras que a gente encontra bem na página inicial do site do restaurante, “Minas não tem mar. Minas tem montanhas, matas e tem céu. Minas não tem mar. Lá, quem quiser tem de aprender que o mar de Minas é em outro lugar. O mar de Minas não é o mar. O mar de Minas é no céu, pro mundo olhar pra cima e navegar sem nunca ter um ponto onde chegar”. As palavras do escritor resumem bem o sentimento que nos invade quando vamos a esse local.

Mas ai você me pergunta, e quanto ao restaurante? A comida é boa? O atendimento é bom? Vale a pena ir lá sem cupom do Peixe Urbano? A minha resposta será sempre sim, embora eu reconheça que os preços de lá sem cupons de promoções possam ser um pouco salgados. Eles tem um cardápio delicioso, baseado em culinária contemporânea com uma leve pegada de cozinha italiana. Os produtos usados na preparação dos pratos são bem frescos e privilegiam produtores locais. Na última vez que estive lá comi um risoto Mineiro que estava dos deuses. Desta vez eu não havia bebido vinho. Era hora do almoço e fazia muito calor. Eu estava com um grupo de amigos e familiares e nós optamos mesmo por um balde de long necks bem geladas. Mas um casal apaixonado que se preze vai fazer uma reserva antes de ir ao local e apesar de saber que o restaurante inteiro tem uma vista panorâmica por causa dos janelões de vidro, vai pedir para que a mesa reservada para aquele dia seja na varanda. Dali tem-se uma vista deslumbrante do Vale do Paraopeba, que é montanha que não acaba mais! Quando o tempo está aberto, a gente consegue enxergar dali até o Pico do Itacolomí que está em Ouro Preto, a mais ou menos 80km de BH. O clima na varanda é mais ameno (mesmo no verão pode valer a pena levar uma blusinha leve de frio, hem! No inverno nem se fala! É levar blusa de frio meeesmo) e combina, nesta época do ano, com uma boa taça de vinho branco ou rosê. Se isso não arrancar suspiros de vocês, não sei mais o que indicar!

A promoção do Peixe Urbano é para o festival de massas da casa. O valor para o casal é de R$59,90, o que corresponderia a um prato para cada um custando aproximadamente R$30,00. Entradinhas, bebidas e sobremesas são cobradas à parte. O cupom é válido de quarta a sexta, das 13h à 0h e sábado das 12h às 16h. O cupom não é válido para o dia 31 de dezembro deste ano e nem para o dia 1 de janeiro do ano que vem. A promoção poderá ser usufruída até o dia 25 de janeiro. As opções de massas disponíveis na promoção são:

Penne Boi Preto: molho pomodoro, isca de filet flambada no cognac, champignons e tomate seco;
Penne à carbonara: bacon, parmesão e ovos
Fettuccini Buona Tavola: com molho bechamel, bacon, cebola, vinho branco, cubos de filet de frango
Raviolli de mussarela ao molho pomodoro
Fettuccini ala Norma: berinjela, tomate, parmesão, azeite, sal, pimenta e manjericão.

Gostaram da ideia? Eu achei muito bacana encontrar logo de cara na minha primeira busca nos sites de cupons justamente o Topo do Mundo, restaurante que tanto adoro e que tanto indico para casais de amigos. Confiram essa dica e me contem depois como foi! Liguem pra lá, se programem e não se esqueçam de levar a câmera fotográfica, porque com certeza lá vocês farão lindas fotos para depois se lembrarem desse encontro tão especial!

Até a próxima!

Serviço:

Restaurante Topo do Mundo: http://www.topodomundo.com/home
Endereço: Estrada da Serra, nº10 Lagoinha, Brumadinho MG
Tel: 31- 575 5545


Piquenique a dois em Belo Horizonte – os top 5 lugares românticos de BH

O calor começou a chegar à capital mineira, então resolvi criar este post porque aposto que muita gente por ai ainda não parou para pensar que de repente um dos programinhas a dois mais deliciosos para se fazer, aproveitando a luz do dia, possa ser um bom e velho piquenique.

Vamos lá, agora vai ser em tom de desafio: qual foi a última vez que vocês fizeram isso? Vocês ainda eram crianças? Bom, se eram ou não, vocês me contam depois. Fato é que darei aqui algumas dicas de lugares românticos por onde já fui e aprovei para piqueniques e de quebra vou dar uns toques para que o encontro de vocês seja muito romântico, mesmo sendo à luz do dia no meio de uma praça pública.

Antes de enumerar os lugares, acho válido lembrar que por conta do calor, ou o piquenique vai acontecer na parte da manhã, antes do meio dia, ou então aconselho vocês a pensarem em algo mais do meio para o fim da tarde. Particularmente gosto muito de pensar um piquenique a dois de tardinha, tipo umas 15h, 16h. Belo Horizonte é uma cidade privilegiada de paisagens bonitas, não é à toa que tem o apelido de cidade jardim. Juntando essa beleza típica ao fato de estarmos cercados pela Serra do Curral, e considerando que alguns dos lugares mais deliciosos para se fazer um piquenique em BH estão na parte mais alta da cidade, marcar o seu encontro para um finzinho de tarde vai ainda te proporcionar uma bela visão de um pôr-do-sol maravilhoso.

Outra coisa importante de se lembrar, que pode parecer meio óbvia, é a organização mesmo da coisa. Seja de manhã, seja na parte da tarde, não deixem de levar consigo protetor solar. Fora isso, é bacana pensar numa toalha bem bonitinha para estender no chão. Acreditem: não será nada romântico ver aquele lanche delicioso, preparado com tanto carinho, ficar sujo de grama ou terra. Por mais que este seja um encontro romântico, não aconselho muito usarem utensílios de vidro ou louça para essa finalidade. Tirando as taças de vinho, claro! Existem hoje no mercado uma gama bem grande de utensílios plásticos bem bonitos que podem ficar legais na organização do piquenique romântico de vocês e que certamente serão mão na roda na hora de transportar pra cima e pra baixo sem medo que se quebrem.

Vale lembrar ainda que é importantíssimo ter um saquinho com vocês para recolherem o lixo no final. Levem ainda bandejas tipo essas de servir café na cama. Vão ser super úteis para apoiar pratinhos e taças de vinho. Não se esqueçam de um balde com gelo e caso optem por vinho, curtam uma boa champanhe, ou espumante, ou ainda um vinho frisante, ou um belo vinho branco, bem fresquinho, ou ainda um rosê bem refrescante. Esses tipos de vinhos são fáceis de serem combinados com lanchinhos leves e são refrescantes, condizentes com o clima e o horário da festinha a dois. Caso vocês sejam do tipo que amam uma boa cerveja, está valendo! Só não esqueçam do balde de gelo para que ela fique bem geladinha.

Abusem na decoração. Florzinhas naturais do campo ficam lidas enfeitando o cantinho de vocês, e se quiserem, podem levar almofadas. Vai ser mais confortável para vocês se sentarem no chão e dará aquele ar de esmero no preparo do ambiente romântico para vocês. Se quiserem, depois nos comentários, podem pedir dicas de lanchinhos, vou adorar dividir minhas receitinhas com vocês! Mas por alto, sanduiches, tábuas de frios, bolos e frutas frescas são ótimas pedidas.

Dito isso vamos ao que interessa? Nossa! Que complicado levantar assim os 5 melhores lugares para se fazer um piquenique em Belo Horizonte! A cidade em si possui mais de 50 áreas adequadas para a prática do Piquenique, mas agora vou listar aqui quais são na minha opinião os top 5 lugares românticos para se fazer um piquenique em BH. Corro o risco de estar sendo injusta, mas sempre haverá mais um post para que eu me redima de qualquer tipo de injustiça:

Orla da Lagoa da Pampulha e Parque Ecológico: Bom, simplesmente sou suspeita para falar de lá. Sou dos tempos que ainda andava de pedalinho na lagoa aos domingos para chegar à pequena ilha que tinha no meio da lagoa, perto do Iate Clube. Ali na orla a gente vê de tudo: desde pessoas se exercitando, andando de bicicleta, fazendo caminhadas, até os mais boêmios que se refugiam nos deliciosos bares das imediações. Dentro do parque ecológico da Pampulha tem jeito de se fazer Piquenique. O pôr-do-sol ali é belíssimo! BH pode até não ter praia, mas tem a Lagoa da Pampulha que tem um charme à parte e traz esse contato gostoso com a natureza. Vale a pena conferir!

Praça do Papa: Simplesmente a Praça do Papa é um dos meus refúgios preferidos na cidade. Se estou triste corro pra lá, se estou feliz vou pra lá. É impressionante! Ela está bem coladinha à Serra do Curral e lá de cima você enxerga toda a cidade. Se a ideia for impressionar a cara-metade com um pôr-do-sol estonteante, então esse é um dos melhores lugares para isso. Só perde mesmo para a dica número 3, que fica num ponto um pouquinho mais alto da cidade. Na Praça do Papa existem várias barraquinhas de pipoca e água de coco. Mas aconselho mesmo levar a cestinha do piquenique, sentar na grama e contemplar a vida.

Mirante do Mangabeira: Pois é, esse é talvez o melhor lugar de BH para se assistir a um pôr-do-sol. Quem é dos meus tempos de adolescência e juventude e morou ou passou por BH sabe que o Mirante no passado era sinônimo, literalmente, de sexo, drogas e rock n’roll. Mas em 2012 ele passou por um super projeto de revitalização. Ganhou uma administração séria e esses tempos de devassidão descontrolada ficaram para trás. O único inconveniente de lá é que não podemos mais chegar lá em cima de carro. Precisamos estacionar na rua ao lado do portão de entrada e seguir a pé até os deques de onde podemos observar a cidade. Ai você me diz: ahhh Nicole, mas isso vai dar trabalho! Só posso responder dizendo: vale a pena!

Parque das Mangabeiras: Esse é um dos lugares mais clássicos de BH para se fazer um piquenique. Ele está cercado de um lado pela Serra do Curral e de outro pela vista belíssima da cidade. Dentro do parque existem várias trilhas que caso vocês queiram, vocês podem desbravar. Lá é frequentado por adultos, crianças, idosos, ou seja: encontramos ali de tudo um pouco. Por ser muito grande, é bem tranquilo encontrar por ali um cantinho gramado bem reservado onde você possa montar o seu piquenique sossegado curtindo a vida passar.

Praça da Liberdade: Por fim, saindo um pouco do circuito lá de cima das imediações da Praça do Papa, temos a Praça da Liberdade. Esse é outro ponto da cidade pelo qual sou absolutamente apaixonada. A Praça da Liberdade nos anos 1980 abrigava a antiga feira Hippie e era muito, mas muito mal cuidada. Na metade dos anos 1990, ela passou por um processo de revitalização e voltou a ficar linda e florida. O entorno da Praça é efervescência cultural pura: todas as secretarias de governo do estado acabaram virando espaços culturais. Ali também costuma ser palco de shows surpresa, apresentações de teatro e dança. Para os casais que curtem uma efervescência cultural, vale a pena encontrar um cantinho especial ali, esticar a toalha e fazer seu piquenique observando a movimentação local.

Bom, pessoal, por hoje é só! Espero que vocês gostem e já comecem desde já a planejar o piquenique de vocês junto daquela pessoa especial!

Até a próxima!

Serviço:

Lagoa da Pampulha – Parque ecológico da Pampulha: Avenida Otacílio Negrão de Lima 7.111.
Praça do Papa - Avenida Agulhas Negras, s/nº - Mangabeiras
Mirante do Mangabeira - Avenida José do Patrocínio Pontes, 580 –
Parque das Mangabeiras – av. José do Patrocínio Pontes, 580, Mangabeiras
Praça da Liberdade - Praça da Liberdade, s/nº - Savassi - 

Um fim de semana oásis em Curitiba – Parte 2: Uma pausa para o chá das cinco


Plaquinha na entrada
Vamos voltar para Curitiba? Aquela cidade sempre me encantou. Antes de viajar para um lugar faço pesquisas mil. Os guias de turismo e agências de viagens que me perdoem, mas eu tenho ojeriza de viajar presa a pacotes. No geral, compro minhas passagens e depois vou pesquisando meu destino. Converso com quem já os visitou para então montar o roteiro com aquilo que eu de fato quero conhecer. Faz parte da minha alma livre de leonina, mas acho que mais do que isso, faz parte mesmo do meu instinto aventureiro de pegar um mapa e uma direção e seguir andando rumo a qualquer lugar.

Pois bem. Uma das formas de se ligar no que está acontecendo numa cidade na época que você estará por lá é ficar de olho no noticiário local. Eu sou jornalista por formação e tenho mania de assinar feeds de notícias de jornais espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Com Curitiba não é diferente. Já há algum tempo eu assino o feed de notícias da Gazeta do Povo. Então um belo dia êis que surge uma matéria sobre uma casa de chá que estava inaugurando na cidade, a “Caminho do Chá”. Não preciso nem dizer que aquilo aguçou e muito a minha curiosidade!

Vocês já devem ter percebido como tenho tido preguiça das rotas românticas do óbvio aqui em Belo Horizonte. E não falo só de lugares românticos, falo em geral. Acho que as pessoas caem na rotina justamente porque com o tempo perdem esse comichão de conhecer e fazer algo novo. Experimentar algo que nunca se experimentou antes. Então, por esse meu inconformismo em deixar minha vida cair na rotina, eu tenho procurado sempre lugares novos e não óbvios sobre os quais escrever.

Blend Graciosa
Voltando à “Caminho do Chá” em Curitiba, quando vi aquela matéria, a primeira coisa que veio em minha cabeça foram as minhas experiências em casas de chás orientais. Uma especificamente, que fica lá em São Paulo, perto da estação Ana Rosa de metrô, a Khan el Khalili, (já até escrevi sobre ela!) que me remete saudosamente aos meus tempos de dança do ventre. Lendo a matéria do Gazeta do Povo, vi que a proposta da casa curitibana era completamente diferente daquela paulista. Isso me encantou ainda mais, porque no fim das contas, a última coisa que eu efetivamente fazia na casa de chás de São Paulo era beber chás. Eu ia lá para assistir dança do ventre, comer comida libanesa, mas chá que é bom, raramente um gelado de hortelã. Agora a coisa lá em Curitiba era diferente!

Rua 24h não tão 24h assim...
Era um fim de tarde de domingo quando olhando para um lado e para o outro da cidade, buscando algo para se fazer, e constatando o comércio inteiro fechado (até mesmo a rua 24h estava fechada!!!) eu decidi que aquele seria um bom momento para fazer um almoço meio jantar. Já eram 17h e um turista desavisado que não conheça os hábitos locais realmente fica bastante intrigado ao ver que Curitiba simplesmente não funciona a partir da tarde de sábado! Lá é uma cidade onde as padarias já estão todas fechadas às 21h. Um baque imenso para essa pobre belo-horizontina que muitas vezes aproveitava a última fornada da padaria no caminho de casa para fazer o lanche da noite... às 23h. rssss.

Peguei um taxi e fui ao endereço. Um chá das 5h, com o friozinho e a chuva que estavam em Curitiba naquele dia seria definitivamente a melhor pedida. Sem falar que na segunda-feira eu precisaria acordar muito cedo para ir ao aeroporto para voltar à minha rotina de sempre. Seria, portanto um programinha que acabaria cedo. Pois bem: cheguei ao local. Uma casa simples, mas com um aconchego que me remeteu àquelas atmosferas de café da tarde na casa da avó. Na casa da minha avó, ao menos. Foi mesmo uma lembrança de infância. Cheiro de pão feito em casa, os chás que são fabricados por lá mesmo, a disposição das mesas naqueles que seriam os quartos da casa, criando assim ambientes distintos e aconchegantes. Os quadros nas paredes, contando a história dos chás, as viagens que a Dani, dona de lá havia feito para estudar a bebida. Nossa! Fui transportada para outra atmosfera. Naquele momento nem me lembrava mais de que estava ali para comer algo. Quando peguei o cardápio e comecei a avaliar as opções de chás ali presentes fiquei perdida. Tinham coisas que eu já conhecia, mas muitos dos chás que estavam ali naquele cardápio eram grandes novidades para mim.

Cardápio...
O interessante do cardápio é pegar as explicações com os garçons, que são muito preparados e entendem bem do que estão falando. Os blends são surpreendentes, e o mais bacana mesmo é pedir os conselhos de harmonizações. Sim!!! Pensaram que a coisa é simples? A Dani além de ser publicitária, Chef de confeitaria e padaria é também uma super especialista em chás. Ela passou nove meses viajando por oito países (França, Inglaterra, Turquia, Geórgia, Tailândia, China, Taiwan e Marrocos) para pesquisar, trabalhar em fazendas de chá e entender tudo o que permeia a cultura de cada um desses países e na vida das pessoas que trabalham com essa bebida. O resultado não poderia ser outro, né? Sucesso garantido!

A casa
A proposta que ela traz com a casa é apresentar ao público consumidor uma nova maneira de enxergar a bebida, mostrando que ela pode ser consumida em harmonia com as delícias que ela prepara por lá. Cada chá no cardápio traz a sua indicação de harmonização com pratos doces e salgados. Um deleite!

A casa externa
Sentada conversando com a Dani ela me contou que havia feito uma noite de dia dos namorados lá no dia 12 junho, e que por conta da ocasião ela havia colocado a opção de vinho no cardápio, no geral todo mundo acha o vinho mais romântico, né? Mas ai, pergunta se algum casal quis beber vinho!? Que nada! Todo mundo que foi até lá para vivenciar um momento romântico gostoso ao lado de sua cara-metade escolheu mesmo experimentar as harmonizações com os chás. Para os casais que querem ficar mais juntinhos, aconselho o ambiente em que se pode sentar no chão nos almofadões. Em um belo dia quente com sol, o gostoso mesmo será sentar na parte da frente, ao ar livre, bebendo os refrescantes chás gelados. Eu acabei optando por ficar na primeira sala numa mesinha próxima à janela. Fiquei ali me deleitando com o ritual do chá e vendo a vida passar lentamente pela janela.


Contando o tempo...
Como eu estava com tempo sobrando, eu pedi minha refeição aos poucos. Pedi um chá com uma entradinha. E logo que a bebida chegou, veio também a instrução: “aqui está o bule com a água quente e aqui dentro está o chá. Essa ampulheta serve para contar o tempo para a infusão descansar. Se você quiser o chá mais forte, vire a ampulheta novamente, mas para esse chá basta uma vez”. Era um blend chamado Graciosa. Eu queria algo que fosse leve e ao mesmo tempo relaxante. Nesta infusão, me explicou o pessoal, tem melissa, capim-limão, camomila e tangerina. O azedinho da tangerina no final estava delicioso e eu consegui reconhecer ali um pouco de cada uma das plantas usadas na mistura, porque tenho o costume de tomar esses chás separadamente no meu dia-a-dia em casa. 

Bogota
O segundo chá que experimentei foi outro blend. Desta vez um pouco mais forte para harmonizar com o sanduíche que eu estava comendo. Ele se chama Bogotá. Achei ele meio insólito por conter ao mesmo tempo doçura e amargor. Mas resolvi arriscar assim mesmo, afinal de contas, eu estava ali de coração aberto para aquela experiência. Esse chá é feito à base de chá preto da Índia (que é bem amarguinho, uma vez tomei dele com uns amigos indianos) com rosas e suculentas de goiaba. O toque da goiaba quebra o amargor do chá e parece que potencializa o sabor das rosas. Definitivamente o meu chá favorito entre todos os outros experimentados no dia. Surpreendente, equilibrado e a cada gole um deleite para o paladar.

A sobremesa que combinou com o chá!
Encerrei minha experiência como uma digna filha de Deus que merecia fechar aquele fim de semana de fuga de BH com o conforto que somente o chocolate pode oferecer a uma mulher num dia cinzento de chuva. O escolhido da vez havia sido um blend chamado Acapulco. Um chá preto da índia e da China com gotinhas de chocolate meio-amargo e pimenta dedo-de-moça. Porque o amor é doce como o chocolate, mas merece uns toques de pimenta para ficar aceso, não é mesmo? E o sabor da pimenta no finzinho do gole faz toda a diferença!

Minha pequena parada no espaço e no tempo na Caminho do Chá chegava ali ao fim com a sensação de que precisarei voltar lá muitas e muitas vezes para conseguir absorver toda a complexidade e riqueza daquele lugar. Peguei até os contatos de lá, porque a Dani disse que vende os chás e pode entregá-los em qualquer lugar do Brasil adicionando o valor dos fretes. Fiquei ali esperando o táxi da volta para o hotel me perguntando como algo aparentemente tão simples, como uma xícara de chá, pode mexer tanto com a alma e o coração da gente! Seja qual for a resposta, desafio vocês a irem lá experimentar e me contarem depois o que acharam, pois não há nada mais delicioso nessa vida do que surpreender aqueles que gostamos com uma experiência fora do comum. Casas de chás são lugares românticos? Mais do que isso essa casa de chá é mágica e dependendo das combinações escolhidas, os corações poderão sair de lá ainda mais acelerados do que na chegada!


Até a próxima!


Serviço:

Rua Inácio Lustosa 1.134 bairro São Francisco - Curitiba - Paraná

A casa funciona de terça a sexta das 11:30 às 21h e sábado e domingo das 12h às 20:30h.

Eles aceitam reservas!

O telefone lá é 41- 3013 3383 e o e-mail é contato@caminhodocha.com

site: www.caminhodocha.com

Dias de Graça Bistrô Bar - Mais um reduto romântico em BH saindo da rota do óbvio

Foto de Divulgação
Enquanto vocês aguardam a continuação do meu final de semana em Curitiba, trago quentinha, quentinha uma dica de lugar romântico aqui para Belo Horizonte, e já adianto que ela é pra lá de especial! Nessas minhas novas andanças em busca de novidades românticas aqui em BH, acabei indo parar no bairro onde vivi minha vida inteira: o Caiçara. Já falei aqui do Pedacinhos do Céu, do meu amigo Ausier Vinícius, rei do chorinho, que também é lá. No entanto fiquei super orgulhosa de saber que o bairro onde cresci está tendo lugares especiais e românticos de primeira linha, com direito a premiação da revista Veja e tudo mais. Já sabem de onde estou falando? Não? Então anotem com muita atenção a dica: O lugar desta semana é o Dias de Graças Bistrô Bar.

Ele fica numa ruazinha calma, pequenininha, sem muito movimento. Foi aberto no ano passado e já se tornou um super point romântico na cidade saindo da rota do óbvio. Pelas suas características pode-se dizer que ele nasceu exatamente pra isso. Tanto é que a Veja BH acabou premiando o local como simplesmente o melhor bar para se frequentar a dois em Belo Horizonte na edição Comer e Beber de 2014.

Foto de Divulgação
Mas vamos ao que interessa. O Dias de Graças está em uma casa antiga, dessas que encontramos pra todo lado no Caiçara, mas ela foi toda decorada com base em um misto de tendências que vão dos arabescos presentes dos lustres e portas, passam pelo barroco dos temas dos papéis de parede, e culminam em toques de pop art, no charme de objetos antigos em exposição e um "cadinho" de mineiridade. Não poderiam faltar na decoração também as velas e os delicados arranjos florais nas mesinhas. Os ambientes da casa são distintos e extremamente aconchegantes. Eles ajudam a conferir um ar de exclusividade para a experiência a ser vivida no local.

Foto de Divulgação
No alpendre da casa, algumas mesas, com destaque para a mesinha baixa e o sofazinho, ambiente extremamente agradável para se ficar a dois ou entre amigos. Quando entramos na casa, a primeira sala: Papel de parede, lustres pendentes, iluminação a meia luz. Temos dali acesso a mais três ambientes, todos decorados com esmero. 

Foto Nicole
Onde seria a copa, uma mesa coletiva com um painel, atrás, cheio de cartazes de filmes. Logo depois um bar onde são preparados excelentes drinks que fazem parte de uma carta especial que eles tem. No banheiro feminino, a imagem de Marilyn Monroe, no masculino James Dean.

Foto: Divulgação
A casa tem um cardápio elaborado com muito cuidado, que mudou agora em 2015, e traz excelentes opções de entradinhas como caldinhos, que são deliciosos nesse frio e pastéis gourmet. Como pratos principais os destaques vão para Trifolati da chef: lombinho ao molho de laranja e mel acompanhado de cogumelos paris e funghi na manteiga queimada e o Bacalhau Grelhado: Postas de bacalhau grelhado com tomatinhos cereja servido com purê de banana da terra (de comer de joelhos!!) A carta de vinhos é bem variada e traz excelentes rótulos tanto nacionais quanto internacionais a preços honestos. Para quem não vai de vinho, eles tem no cardápio boas opções de cervejas especiais além é claro, da carta de drinks.

Foto: Divulgação
Minha experiência no Dias de Graça foi deliciosa. Lá ao longo desse ano já foi palco de muitos pedidos de namoro, casamento e comemorações a dois. Aconselho fortemente fazer a reserva antes, principalmente se sua intenção for surpreender a cara-metade. Com antecedência você pode pedir para o pessoal colocar pétalas de rosas na mesa. A casa abre de quarta a sábado a partir das 19h até o último cliente. Experimentem lá e me contem aqui como foi!

Até a próxima!

Serviço:

Dias De Graça Bistrô Bar $$

Endereço: Rua Expedicionário Hereny da Costa, 211 bairro Caiçaras - BH - MG 

Reservas 31- 3568-0278