quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O lugar mais romântico de Belo Horizonte

Essa semana, embalados pelas comemorações dos 117 anos de BH, me perguntaram: Nicole, qual é o lugar mais romântico de Belo Horizonte? Respirei fundo. É que é difícil assim de bate pronto dar uma resposta que seja absoluta. Esse ranking é de uma subjetividade ímpar e depende muito, mas muito mesmo, do estado de espírito de cada um. A capital mineira é uma cidade linda. Claro, isso também é subjetivo, mas desconfio que as pessoas que dizem o contrário, não aprenderam ainda a abrir os olhos para ver a riqueza do que temos aqui em terras mineirinhas.

Os redutos românticos de Belo Horizonte não são somente os seus inúmeros bares, restaurantes e hotéis. Não. Basta dar uma volta pela cidade que vemos que BH está cheia de encantos de transbordar o coração. Ao lado de pichações, encontramos grafites e artes pelos muros. Às vezes uma luminária diferente na rua, ou uma casinha antiga bem conservada, já garantem o charme do local por onde passamos. Seja bar, seja pub, seja espaço cultural, BH tem sido uma cidade cada vez mais acolhedora para aqueles que querem explorá-la e saboreá-la vagarosamente.

Segunda-feira mesmo, eu estava indo a uma reunião na Igreja São José, na Avenida Afonso Pena, quando reparei ali pertinho da Rua São Paulo as luminárias antigas da cidade acesas. Um charme! E quem diria? Centrão da cidade. E a Praça Sete? Bastou eu abrir os olhos e me esquecer de que aquilo ali é o centro de Belo Horizonte, cheio de ambulantes e gente passando por todos os lados, quase atropelando os carros, que eu enxerguei o que existe ali de verdade. Prédios antigos precisando de revitalização, árvores no canteiro central decoradas para o Natal, construções revitalizadas. A mistura do velho e do novo. Pois é, gente, o Centrão de Beagá me fez dar aqueeeeeeela suspirada!

Seguramente ali já o foi um lugar romântico no passado, palco de passeios de casais que cruzavam aquelas ruas de mãos dadas. Isso, numa época em que o programa do final de semana era passear na Galeria Ouvidor, então o primeiro e único shopping de Belo Horizonte.

Querem ver outro exemplo de romantismo inusitado bem tipicamente belo-horizontino? A boemia de BH tem um charme imenso, e me sinto em casa, por exemplo, nos botecos do velho bairro Santa Tereza. E é aquela coisa: quem aqui de BH que atire a primeira pedra se não confessar agora que nas madrugadas intermináveis de baladas, invariavelmente no final da noite, ou início do outro dia, não ia parar no bom e velho Bolão para comer um rochedão vendo o sol nascer? Quem nunca deu uns beijos na boca sentados ali na praça de Santa Tereza naquela mocinha ou mocinho que conheceram na balada e depois, ébrios, foram parar ali, no coração da boemia de BH? Muitos hão de dizer que não há nada de romântico nisso. Ahhhh mas eu digo e repito: isso tem tudo de romântico, mesmo que seja só por uma noite!

Belo Horizonte é uma cidade que me tira suspiros até mesmo quando estou presa em engarrafamentos. Pois imaginem só que certa vez fotografei um pôr-do-sol maravilhoso engarrafada na Avenida Raja Gabaglia! Culpa das subidas e descidas intermináveis daqui. Acaba que quando ficamos presos no trânsito, dependendo de onde estamos, nos acalmamos vendo a lindíssima e judiadíssima Serra do Curral.

Mas voltado aos lugares românticos de BH, quem nunca quis impressionar a namorada indo com ela num fim de tarde para o Mirante do Mangabeiras comer pipoca e ver o pôr-do-sol? (pois é gente, agora não dá mais pra pensar “naquilo” lá em cima, porque depois da reforma do mirante não se entra lá de carro). Se não quiseram chegar até o Mirante, certamente pararam na Praça do Papa e ficaram lá, abraçadinhos, se protegendo do frio que faz ali? (mesmo em dias quentes, lá sempre tem uma brisa).

E se não foram curtir pôr-do-sol na montanha, provavelmente foram tomar milk-shake no Xodó e dar umas voltas pela Praça da Liberdade, e quiçá tiveram a sorte de encontrar algum músico lá pelo coreto fazendo um show inédito e gratuito? (Skank e Jota Quest vivem fazendo umas dessas!)

Beagá é cheia de refúgios, lugarzinhos escondidos, barzinhos exclusivos, pracinhas aconchegantes. É que a cidade traduz em sua arquitetura, mesmo com seu crescimento desenfreado, essa característica “mineira de ser” de acolher: é como se a cidade levasse a gente pra cozinha de casa pra tomar um cafezinho com pão de queijo. Amor em Minas é assim também, gostoso, aconchegante, tem cheiro de vegetação de montanha, e é quente como o pôr-do-sol visto lá de seus topos (mas se não quiserem chegar lá, serve ir ao Topo do Mundo mesmo. O restaurante é delicioso e o pôr-do-sol de lá também!).

Eu vejo romantismo na Belo Horizonte de cervejinhas com jiló frito no Mercado Central; nas manhãs de domingo no Parque Municipal assistindo às apresentações gratuitas de música realizadas pela Orquestra Sinfônica do Palácio das Artes, nas caminhadinhas pela Feira da Afonso Pena para comer quitutes nas barraquinhas. Eu vejo romantismo nos passeios na Lagoa da Pampulha, com direito a parada no Parque Guanabara para comer algodão doce e andar de carrinho tromba-tromba e de roda gigante. Eu vejo romantismo nas árvores de BH (que não são poucas, e algumas até frutíferas). A mistura do velho com o novo, do planejado com o desenfreado. Da afobação do centro com o ar fresco da montanha... Tudo isso faz de Beagá um lugar único, e na minha humilde experiência, um dos lugares mais deliciosos onde já estive para se apaixonar por alguém. Vai tentar resistir? Desafio você a conseguir!

Até a próxima!

terça-feira, 24 de junho de 2014

A Noite Romântica do Vila do Chef

Foto: Ana Flávia Brant Mendes
E a tão esperada noite dos Namorados no Vila do Chef começou. Estava tudo preparado. Decoração pronta: margaridinhas em xícaras branquinhas, rosas vermelhas em taças com água e pétalas de rosas vermelhas, cedidas pela Flores e Flores BH, foram cuidadosamente distribuídas sob as mesas. A Lua cheia “encomendada” especialmente para a ocasião estava no céu: está certo, um pouco tímida no início, escondida pelas nuvens da noite fria que se anunciava, mas depois de um tempo ela se mostrou majestosa, como deve ser em uma noite de apaixonados. A trilha sonora tocando. A Chef Luiza Fiorini e sua ajudante Mariana Palmeira cuidando dos últimos detalhes antes que os convidados chegassem. Tudo estava perfeito. O dia dos namorados havia sido no dia anterior, mas com as bênçãos de Santo Antônio, o casamenteiro, e afastando com amor o mau agouro que muitos poderiam atribuir àquela sexta-feira 13, foi iniciado aquele festim romântico bem no coração de Belo Horizonte.

Foto: Ana Flávia Brant Mendes
No início todos estavam assim, um pouco reservados, passeando pela área externa do Vila do Chef. Sentavam-se nos banquinhos sob as árvores, tiravam fotos, namoravam. Depois, os dois ambientes reservados para a ocasião foram invadidos por risos, olhares apaixonados, e conversas descompromissadas. A mágica se realizava. Alguns já se conheciam e estavam à vontade com a conversa regada a vinho. Outros se conheceram naquele momento e acabaram entrando na roda e fazendo novos amigos. Aqueles que desejaram ficar à margem, curtindo a noite como se ninguém estivesse ali também o fizeram.

Foto: Ana Flávia Brant Mendes
Então o serviço foi iniciado com as entradas: primeiro, o tartar de abóbora com gengibre. Um deleite para os sentidos, uma vez que o gengibre seduz logo pelo seu aroma. Ao comer, o seu leve sabor picante contrasta com o doce da abóbora trazendo uma experiência ímpar ao paladar. Logo depois foi servido o ceviche duo de salmão e robalo. A delicadeza do prato, todo decorado com florezinhas comestíveis, aguçou o apetite que foi rapidamente saciado por aquela iguaria deliciosa, que fez tanto sucesso que teve para muitos um gostinho de quero mais. Muitos repetiram a entrada sem a menor cerimônia. Aliás, cerimônia? Que cerimônia? A essa altura todos já eram velhos amigos ali e conversavam e bebiam vinho como se estivessem em casa. A noite que estava fria, com o calor da acolhida, do vinho e da boa comida acabou esquentando. Um ótimo sinal, pois a festa estava só começando.

Foto: Ana Flávia Brant Mendes

Logo depois das entradas a Chef Luiza começou a preparar o prato principal: massa em formato de coração recheadas com camarões ao molho de amêndoas laminadas. De comer de joelhos! Mas antes que fossem servidos, os convivas interagiam com a Chef e sua ajudante, perguntavam a respeito dos ingredientes, se deleitavam com os cheiros que vinham das panelas, bebiam vinho enfim, ninguém tinha pressa. Para finalizar o festim com chave de ouro, uma sobremesa romântica até no nome: Amor em pedaços com chantilly de limão siciliano. Não poderia ter sido mais perfeito!


Foto: Ana Flávia Brant Mendes

A festa estava chegando ao fim. A lua cheia estava lá, linda, pairando sob aquela mangueira majestosa da área externa. Dois últimos mimos ainda faltavam antes que todos fossem embora: a Flores e Flores BH cedeu uma lindíssima orquídea para ser sorteada entre os convivas e as meninas da Sucre Maison fizeram caixinhas com mimos de chocolate para os convidados. Uma delicadeza a mais. Quem ganhou as flores era também a aniversariante do dia. A sorte realmente estava conspirando. Todos pegaram suas caixinhas de delícias e ao final foram embora felizes e satisfeitos. Uma experiência ímpar. Mas é assim: o Vila do Chef tem essa capacidade de parar o tempo proporcionando a quem ali frequenta momentos únicos e inesquecíveis. Que venham os próximos! 

sábado, 7 de junho de 2014

Uma dica durante a pausa

Olá Pessoal! Bom, tenho um post com dicas quentinhas de um lugar romântico delicioso aqui em Belo Horizonte. Mas vocês vão ter que aguardar mais um pouquinho. É que o blog Lugares Românticos que Já Fui está passando por um processo de reformulação. Em breve teremos tudo novo! Mas para não ficar aqui na vontade de dicas maravilhosas de programas para se fazer a dois em BH, vou mandar aos pouquinhos aqui dicas de coisas super legais para se fazer no dia dos namorados.

A primeira dica que dou, e que é bom correr porque senão não vai ter mais, é o Jantar Harmonizado de dia dos Namorados que a Vila do Chef, junto da Chef Luiza Fiorini estão promovendo com o apoio do blog! Para fugir das comemorações da copa do mundo, optamos por fazer o jantar dia 13, uma sexta-feira. O cardápio está imperdível pessoal! Casais que curtem ter uma experiência gastronômica diferenciada precisam experimentar isso. O evento tem número limitado de participantes e as reservas poderão ser feitas até o dia 10/06.

Foto do site Vila do Chef
Imagine só você, em uma selva de pedras como a nossa cidade, com sua cara-metade, procurando algo diferente para se fazer em uma data como essa. Agora pense que você de-repente encontra uma pequena vila no meio dos arranha-céus e que quando você entra ali, você se esquece completamente de onde está. Pois bem, no Vila do Chef é assim. Nem parece que estamos dentro de uma cidade grande. Pelas fotos, temos a impressão que ali está em alguma cidadezinha dessas de interior aqui de Minas. Tiradentes? Quem sabe? A estrutura da casa é ótima. Lá foi feito para receber eventos gourmets e confrarias de pessoas que amam dividir momentos inesquecíveis ao redor de uma mesa com boa comida e boa bebida.

A ideia de se fazer um jantar de dia dos namorados no Vila do Chef veio da vontade de se fazer um evento diferenciado, exclusivo, com poucos participantes, explorando a delícia de se degustar um menu diferenciado, tendo contato direto com a chef e acompanhando o preparo dos alimentos. Durante o jantar terão várias surpresas como o sorteio de um bouquet de rosas equatorianas, cedido carinhosamente pela parceira Flores e Flores BH. Outro mimo durante o jantar são os deliciosos brigadeiros gourmet das meninas do Sucre Maison.

Quem quiser fazer reserva no Jantar dos Namorados do Vila do Chef precisa mandar um e-mail para reservas@viladochef.com.br ou ligar para 31- 9185 2258.  Não percam tempo! As reservas podem ser feitas até dia 10!